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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Justificado por teu sangue


                (Em negrito a composição e em itálico o versículo que argumenta o texto)

Se não fosse tua graça Senhor
Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é dom de Deus  (Ef. 2.8)
O que seria de mim
Não há um justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, não há ninguém que busque a Deus (Rm 3.10-11)
Pois estava morto em pecados
... estando vós mortos nos vossos delitos e pecados (Ef. 2.1)
Em um abismo sem fim
Porque o salário do pecado é a morte... (Rm 6.23)

 Obrigado Senhor por me escolher
Pois nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. (Ef. 1.4)
Por seu Espírito me regenerar
Não por obras de justiça que houvessemos feito, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo (Tt. 3.5)
Pois nada poderia fazer
Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? (Rm 7.24)
Pra da ira de Deus me salvar
Todo aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas todo aquele que rejeita o filho não vera a vida, pois sobre ele permanece a ira de Deus  (Jo 3.36)
          
                                           Refrão
           Por teu sangue
“ E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta” (Hb 13.12)
           Fui Justificado
“ Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5.9)
           Jesus Cristo
“ Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo Poderoso” (AP 1.8)
           Libertou-me do pecado
“ Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36)


Vivo então pra te adorar
Dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação (Hb 2.12)
E tua ordenança fazer
“ E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15)
Teu evangelho proclamar
“ Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê...” (Rm 1.16)
Com espírito e poder
“ A minha palavra, e aminha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de Poder” (1Co 2.4)
Pra tua palavra alcançar
“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17)
Aqueles que são teus
“ Não temas, mas fale, e não te cales.  Pois eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, porque tenho muito povo nesta cidade” (At 18.9b-10)
E com alegria sem par
“Pois o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e aegria no Espírito Santo” (Rm 14.17)
Darmos glórias a Deus
“ Pois Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (2Co 4.6)

                                            Refrão
           Por teu sangue
“ E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta” (Hb 13.12)
           Fui Justificado
“ Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5.9)
           Jesus Cristo
“ Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo Poderoso” (AP 1.8)
           Libertou-me do pecado
“ Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36)


sábado, 15 de setembro de 2012

Prólogo para Cristo


O Evangelho de João sempre foi considerado o mais teológico dos quatro Evangelhos. Como Calvino disse, com alguma perspicácia, “Os três primeiros exibem o corpo [de Cristo], se me é permitido falar desse modo, [...] mas João expõe a sua alma”.
Cada um dos Evangelhos possui um ponto de partida diferente. Mateus começa com Abraão, Marcos com João Batista e Lucas com Zacarias e Isabel. Mas o Evangelho de João começa no começo – na eternidade.
Os versículos iniciais são geralmente descritos como o Prólogo. Assim como a abertura de uma grande sinfonia, ele introduz os temas que o compositor (João) abordará em seu testemunho ao seu Senhor. Quais são esses temas?

A identidade de Jesus

Ele é a Palavra encarnada (1.14). Com um emocionante uso de suspense – leia o Prólogo devagar e em voz alta para senti-lo – João se demora antes de nomear o majestoso Logos em 1.17-18. Finalmente, nós aprendemos que Ele é Jesus! Ele vem a nós dos profundos recessos da eternidade.
O nosso Salvador é o Deus-homem, e nós deveríamos pensar a respeito Dele como ambos. No primeiro versículo, Ele é descrito como o companheiro de Deus (“Ele estava com Deus”) o qual, simultaneamente, é o próprio Deus (“e a Palavra era Deus”). Ele “se fez carne” (1.14). Plenamente Deus, plenamente homem; verdadeiramente Deus, verdadeiramente homem.
Essa visão de Jesus – aquilo que veio a ser conhecido na teologia cristã como a união hipostática ou pessoal (o nosso Senhor possui duas naturezas unidas em uma pessoa) – é a chave-mestra para o Evangelho de João. Aquele que caminha por suas páginas é Deus o Filho que se fez carne.

Revelação em Jesus

O nosso Senhor é a Luz do mundo (João 1.4-5, 9; cf. 8.12). O Evangelho de João registra a autorrevelação de Jesus. Suas duas principais seções são por vezes chamadas o “Livro dos Sinais” (capítulos 1-12), no qual Ele aponta para a Sua própria identidade, e o “Livro da Glória” (capítulos 13-21), no qual Ele revela a Sua comunhão com o Pai e com o Espírito, e então é glorificado através de Sua morte, ressurreição e ascensão. Através de ambas as seções, o Senhor é luz brilhando na escuridão do mundo.
No Livro dos Sinais, Jesus é visto iluminando e expondo a escuridão que compõe a atmosfera na qual a humanidade vive. Assim é que Nicodemos, apesar de suas muitas boas qualidades, vem a Jesus “de noite” (João 3.2). A conversa de Jesus com ele deixa claro que, embora fosse um erudito, espiritualmente Nicodemos estava na escuridão.
No Livro da Glória, a luz de Cristo continua a brilhar apesar dos esforços dos poderes das trevas para extingui-la. Novamente, de modo significante, quando Judas se retira da reunião no cenáculo para trair Jesus, “era noite” (13.30).
Neste mundo no qual “os homens amaram as trevas mais do que a luz”, (3.19), a Luz do Mundo vem para desmascarar e julgar o pecado (9.39) e para revelar a Deus. Todo aquele que viu a Ele viu o Pai (14.9; cf. 1.18).

Cumprimento em Jesus

A Cristologia de João é estabelecida no contexto dos propósitos progressivos de Deus na história. “A lei foi dada por intermédio de Moisés; mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (1.17). O Antigo Testamento aponta para o Novo. Deus revelou a Si mesmo nas sombras e cerimônias por intermédio de Moisés; Jesus é a realidade para a qual elas apontavam. Nele está a plenitude (1.16).
Assim como João Batista (1.15), a Lei e os Profetas eram apenas testemunhas da Luz; mas Jesus é a própria Luz. É por isso que, para João, os eventos, as imagens e a linguagem do Antigo Testamento são como uma sombra projetada para trás da história por Cristo, a Luz do Mundo. A habitação de Deus no tabernáculo do deserto prefigurava a presença da Palavra encarnada como o templo final. É somente Nele que nós finalmente vemos a glória de Deus (1.14).

A obra de Jesus

O Criador é também Recriador. Desde o início do seu livro, João deixa clara a sua resposta à famosa indagação que formava o título da grande obra de Anselmo da Cantuária: Cur Deus Homo? – Por que o Deus-homem?
O que faz essa Cristologia de duas naturezas essencial ao evangelho? A resposta de João é dupla:
1. Somente Deus – Aquele por meio de quem “todas as coisas foram feitas” (1.3; cf. v. 10) e em quem estavam “a vida” e “a luz” (v. 4) – pode reverter a morte da criação e dissipar as trevas causadas pelo pecado.
2. Porém, uma vez que a morte e as trevas estão na criação, no homem, a Palavra deve fazer-se carne a fim de restaurar a carne a partir da própria carne. O Criador deve entrar na Sua própria criação, a qual geme por estar sob o jugo da alienação de Deus.
A Cristologia de João é uma Cristologia de cima e de baixo. Cristo vem do Pai, mas Ele é também nascido da Virgem Maria. Mas é mais do que isso. É uma Cristologia de fora e de dentro: “Quão grande é a diferença entre a glória espiritual do Verbo de Deus e a sujeira fedorenta da nossa carne!”, escreve Calvino novamente. “Ainda assim, o Filho de Deus inclinou-se tão baixamente ao ponto de tomar para Si mesmo aquela carne viciada em tantas misérias.”
Assim, João nos compele a tomar três passos para entendermos o Senhor Jesus Cristo:
1. A Palavra se fez carne.
2. A Palavra fez a Sua habitação entre nós.
3. A Palavra revelou a Sua glória.
Quando nós chegamos a conhecer Cristo como o nosso Redentor, nós descobrimos – para nosso deslumbre e alegria – que também chegamos a conhecer o nosso Criador! Então nós dizemos: “Vimos a Sua glória”.
A lição? Leia e releia o Evangelho de João até que você descubra que ele é maior por dentro do que aparentava ser por fora. Isso é verdade acerca do Evangelho de João porque é verdade, antes de tudo, acerca do evangelho de Jesus Cristo!
Por Sinclair Ferguson. Extraído do livro In Christ Alone: Living the Gospel-Centered Life. © Copyright 2007 by Sinclair B. Ferguson. Published by Reformation Trust.
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